Tempo de leitura: 3 min
Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), está em andamento o Projeto de Lei nº 488/2026, proposto pelo deputado Gilson de Souza (PL). Esta proposta visa a implementação de um cordão de fita, decorado com borboletas e/ou laços roxos, como uma ferramenta para identificar pessoas diagnosticadas com fibromialgia no estado. A iniciativa foi apresentada recentemente e está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Conforme estipulado pelo projeto, o uso desse cordão será opcional tanto para os indivíduos afetados pela fibromialgia quanto para seus acompanhantes e cuidadores. Além disso, a proposta deixa claro que a utilização do cordão não substitui a necessidade de apresentar documentação comprobatória quando solicitada, especialmente para garantir os direitos previstos na legislação estadual relacionada ao atendimento prioritário.
A fibromialgia é uma condição crônica que se manifesta por dores musculoesqueléticas difusas, fadiga extrema, distúrbios do sono, dificuldades cognitivas e ansiedade, entre outros sintomas que prejudicam significativamente a vida dos afetados. Apesar das severas consequências dessa síndrome, ela é frequentemente considerada invisível, o que torna mais desafiador o reconhecimento das limitações enfrentadas por quem vive com essa condição.
Para Gilson de Souza, a introdução desse símbolo de identificação é um avanço nas políticas públicas que buscam promover dignidade, respeito e inclusão para as pessoas que lidam com a fibromialgia. “Esta doença nem sempre é visível para a sociedade, mas causa dores e limitações diárias para milhares de indivíduos. O cordão de identificação é uma ferramenta simples e voluntária, mas extremamente significativa. Ele serve para orientar, conscientizar e assegurar um tratamento mais respeitoso às pessoas afetadas”, declarou o parlamentar.
A proposta prevê que o cordão roxo com borboletas ou laços funcione como uma forma de orientação em ambientes públicos, estabelecimentos comerciais e serviços onde seja necessário reconhecer mais facilmente aqueles que convivem com a fibromialgia. A borboleta já é associada por grupos de apoio à sensibilidade característica da síndrome e a cor roxa simboliza empatia, dignidade e visibilidade das doenças crônicas invisíveis.
O PL nº 488/2026 se junta a outras iniciativas defendidas por Gilson de Souza em prol das pessoas com fibromialgia. Entre essas ações está a Lei Estadual nº 22.278/2024, criada em colaboração com os deputados Anibelli Neto (MDB) e Cristina Silvestri (PP), além da Secretária Márcia (PSD), que reconhece as pessoas com fibromialgia como deficientes no âmbito estadual. Essa norma representa um progresso significativo no reconhecimento dos impactos da doença e busca promover dignidade, inclusão e acesso prioritário aos direitos.
Outro projeto em tramitação na Alep é o Projeto de Lei nº 126/2025, também do deputado Gilson de Souza em parceria com Ney Leprevost (União) e Cristina Silvestri (PP). Este projeto estabelece a Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia no Paraná. Seu objetivo é facilitar o reconhecimento dessa condição, agilizar o atendimento prioritário e minimizar os constrangimentos enfrentados pelos pacientes com doenças muitas vezes invisíveis. A carteira será emitida gratuitamente pelo sistema público de saúde mediante apresentação de laudo médico assinado por profissional competente.
Gilson ressalta que sua atuação legislativa busca traduzir o reconhecimento legal em ações práticas que melhorem o cotidiano dos pacientes. “Já conseguimos aprovar a lei que reconhece as pessoas com fibromialgia como deficientes no Paraná. Agora continuamos nossa luta para garantir ferramentas concretas de identificação e acolhimento. Nossa meta é diminuir constrangimentos, combater a invisibilidade e assegurar um tratamento digno para todos”, concluiu.
Com informações da Assembleia Legislativa do Paraná
O post Projeto cria cordão de identificação para pessoas com fibromialgia no Paraná apareceu primeiro em Maringá Post.
