Ana Lúcia apresenta sua defesa em memorial e critica ausência de análise técnica em gravação do ex-assessor

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Nesta quinta-feira (3), a vereadora Professora Ana Lúcia, do PDT, apresentou um memorial aos seus 22 colegas na Câmara de Maringá. O documento visa refutar as alegações que motivaram uma Comissão Processante (CP) contra ela, que investiga uma suposta quebra de decoro parlamentar. As acusações incluem assédio moral, feitas por um ex-assessor.

A Comissão, composta pelos vereadores Guilherme Machado (PL), Luiz Neto (Agir) e Akemi Nishimori (PSD), ouvirá Ana Lúcia como sua última testemunha na próxima terça-feira (8). No memorial, a vereadora levanta questionamentos sobre a ausência de uma perícia no áudio proveniente da gravação realizada pelo ex-assessor. Nesse registro, ele afirma que Ana Lúcia teria sugerido que ele registrasse presença por 30 dias sem trabalhar.

Os advogados da vereadora afirmam no memorial que “o gravador original nunca foi apresentado para perícia, e o material foi enviado por meio de links na nuvem e e-mails, apresentando alterações em sua estrutura e divergências nas extensões dos arquivos”. Além disso, Ana Lúcia enfatiza que o denunciante não utilizou o termo ‘rachadinha’ em sua denúncia inicial nem durante os trâmites da comissão, considerando essa expressão como algo ‘fantasioso’.

Segundo o Decreto-Lei 201/1967, a Comissão tem até o dia 6 de outubro para finalizar seus trabalhos. A contagem do prazo é de 90 dias a partir da notificação à parlamentar, ocorrida em 6 de julho. O relatório final elaborado pela Comissão poderá recomendar ou não a cassação da vereadora. A votação da decisão final acontecerá em plenário em uma data ainda a ser definida.

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By Balcão da Notícia

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