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Nesta quinta-feira (16), Sandro Alex, pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, propôs que a nova configuração das concessões ferroviárias integre a Nova Ferroeste e a Malha Sul em um único pacote de investimentos. Essa abordagem se inspira no modelo já utilizado nas concessões de rodovias do estado.
A declaração de Sandro Alex aconteceu durante um evento organizado pelo Masterboard Curitiba, que reuniu empresários de variados setores. O encontro também contou com a presença do governador Ratinho Junior e do pré-candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos), que debateram sobre a infraestrutura paranaense e as perspectivas futuras.
A discussão surge em um momento crucial, uma vez que o contrato atual da Malha Sul se encerra em fevereiro de 2027. Segundo Alex, o objetivo é desenvolver uma modelagem que incorpore ativos tanto estaduais quanto federais, semelhante ao processo realizado nas concessões rodoviárias paranaenses.
Na visão do pré-candidato, essa integração pode estimular a concorrência entre os interessados e, por consequência, resultar em mais obras com custos reduzidos.
“Unificamos as estradas estaduais e federais em uma única modelagem para fortalecer todo o sistema rodoviário e garantir investimentos superiores a R$ 80 bilhões. Na ferrovia, buscamos unir a Malha Sul e a Ferroeste em um grande pacote ferroviário”, ressaltou Sandro Alex.
<pO pré-candidato acredita que uma lógica parecida pode ser aplicada à reestruturação da malha ferroviária no Paraná, aumentando o apelo para investimentos e promovendo uma maior integração entre os diversos segmentos da rede.
No momento, o avanço da Nova Ferroeste depende de etapas sob responsabilidade da União. Enquanto isso, a relicitação da Malha Sul está sendo gerida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O contrato atual é operado pela Rumo Logística e terminará em fevereiro de 2027; atualmente, o desenvolvimento do novo modelo está na fase de audiências públicas.
Sandro Alex considera que essa nova concessão oferece uma oportunidade valiosa para criar uma rede ferroviária integrada, semelhante ao modelo das rodovias que uniu ativos estaduais e federais para fortalecer as concessões e possibilitar um abrangente programa de investimentos.
Porto de Paranaguá
Além disso, Sandro Alex destacou que o Governo do Paraná já realizou os investimentos necessários para aumentar a capacidade do Porto de Paranaguá em receber cargas transportadas por ferrovias.
Dentre os principais investimentos realizados está o Moegão Ferroviário, cuja finalização está programada para as próximas semanas. Este projeto recebeu cerca de R$ 687 milhões e tem como finalidade centralizar e modernizar o descarregamento de grãos e farelos voltados à exportação.
A nova infraestrutura contará com três linhas férreas independentes e cerca de 1,7 quilômetro de galerias subterrâneas equipadas com correias transportadoras ligadas aos terminais portuários.
Tais melhorias permitirão o descarregamento simultâneo de até 180 vagões, elevando em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto. Com isso, espera-se que o movimento diário passe dos atuais cerca de 550 vagões para aproximadamente 900 vagões por dia.
Além das vantagens logísticas proporcionadas pelo Moegão, a nova estrutura eliminará manobras ferroviárias no centro urbano de Paranaguá. Essa alteração diminuirá os cruzamentos entre trens e veículos, contribuindo para uma melhor mobilidade na cidade.
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