Professor Lemos (PT) sinaliza perigo de terceirização nos internatos das escolas agrícolas

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A possível terceirização dos serviços nos colégios agrícolas estaduais gerou um discurso do deputado Professor Lemos (PT) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em uma sessão realizada na terça-feira (9), o parlamentar denunciou que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) planeja substituir os agentes educacionais II, que atualmente trabalham nos internatos, por colaboradores de empresas terceirizadas.

 

Lemos afirmou que os servidores públicos concursados são fundamentais para o suporte aos alunos que residem nas instituições durante a semana. “Desde o começo deste ano, existe a preocupação de que esses profissionais, que são agentes educacionais II, possam ser removidos para que a Seed contrate uma empresa externa. Isso é inaceitável”, declarou.

 

O deputado enfatizou que esses trabalhadores têm mais de trinta anos de experiência em escolas agrícolas e passaram por capacitação especializada para suas funções. Ele ressaltou que muitos deles possuem vasta vivência no cuidado com adolescentes que ficam em alojamentos enquanto cursam técnico em agropecuária.

 

“Esses profissionais foram devidamente treinados e muitos estão nessa função há mais de 30 anos, proporcionando segurança tanto aos alunos quanto às suas famílias”, destacou. Para Lemos, a presença desses agentes é crucial para assegurar um ambiente seguro para os estudantes e tranquilidade para seus responsáveis.

 

O deputado recordou que tentativas anteriores de descontinuar a presença dos agentes educacionais nos internatos foram revertidas após conversas entre os parlamentares, a comunidade escolar e a Secretaria da Educação. No entanto, ele aponta que essa proposta foi novamente trazida à tona, com diretores das escolas sendo informados de que os servidores permanecerão até o final de junho.

 

“Foi comunicado aos diretores que eles continuarão até o fim de junho, mas a partir de julho devem ser afastados para dar lugar a uma empresa terceirizada contratada pelo Estado”, relatou Lemos.

 

Na opinião do deputado, a experiência com terceirização já provou ser ineficaz em diversas áreas da educação pública e pode prejudicar a qualidade do atendimento aos estudantes dos colégios agrícolas. Ele argumenta que os trabalhadores contratados por meio de terceirização enfrentam salários reduzidos, alta rotatividade e carecem de um vínculo estável com a comunidade escolar.

 

“Quando se opta pela terceirização, esses funcionários não têm dedicação exclusiva à escola e não permanecem no local por longos períodos. Os salários são baixos e há uma grande rotatividade. Além disso, não se sabe se o novo contratado terá as qualificações necessárias para cuidar adequadamente dos alunos”, destacou.

 

Ao concluir seu discurso, Professor Lemos fez um apelo ao secretário estadual da Educação, Roni Miranda, solicitando abertura para um diálogo com a Assembleia Legislativa e com a Comissão de Educação. O deputado defendeu a continuidade dos agentes educacionais II nos internatos e pediu uma solução definitiva sobre este assunto.

 

“Peço ao secretário que ouça as demandas da Comissão de Educação e trabalhemos juntos para garantir que os agentes educacionais II continuem acompanhando os alunos em regime de internato nas escolas agrícolas do Paraná”, finalizou.

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By Balcão da Notícia

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