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Nesta semana, Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin, visitou Maringá para conhecer as unidades da empresa na área. Em uma conversa exclusiva com o Maringá Post, ela discutiu os planos de expansão do grupo, os investimentos programados para o município e as mudanças que estão reformulando o setor de saúde no Brasil.
Fundado há 42 anos em Brasília, o Sabin possui presença em 78 cidades do país e conta com aproximadamente 7.400 colaboradores. O grupo passa por uma transformação estratégica que visa expandir sua atuação além da medicina diagnóstica, um movimento que já se reflete em Maringá.
Desde 2018 na cidade, a empresa já opera com cinco unidades e está se preparando para uma nova fase de crescimento. Entre suas iniciativas estão a reforma e ampliação de duas unidades existentes e a introdução do serviço de imunização no município, ampliando as opções disponíveis aos pacientes.
A decisão de atuar em Maringá está ligada a uma estratégia estabelecida em 2012, quando a empresa começou sua expansão nacional.
“Iniciamos nossa incursão na região Sul há mais de oito anos. Desde o começo, percebemos um grande potencial econômico e uma infraestrutura de saúde robusta, além da oportunidade de oferecer um serviço diferenciado com qualidade e atendimento humanizado. Hoje, Maringá se destaca como uma referência dentro do nosso grupo”, afirmou Abdalla.
A executiva ressaltou que a integração das unidades locais ao sistema nacional do Sabin já está quase finalizada. Atualmente, os pacientes em Maringá utilizam o mesmo sistema que é aplicado nas operações do grupo em todo o Brasil.
“Nós somos o único serviço de medicina diagnóstica no Brasil que oferece um prontuário único para cada paciente. Independentemente da cidade onde ele realiza seus exames, todo seu histórico fica disponível na mesma plataforma”, enfatizou.
Uma oferta além dos exames laboratoriais
Durante muitos anos, o Sabin foi conhecido principalmente por seus exames laboratoriais; no entanto, atualmente a estratégia da companhia é aumentar sua presença em diversas etapas da jornada de saúde dos pacientes.
Essa mudança teve início há aproximadamente dez anos, quando a empresa percebeu uma alteração no comportamento dos consumidores, que passaram a buscar soluções integradas em um único local.
“Observamos que os clientes desejam atender mais necessidades em um só lugar. Chamamos isso de modelo ‘one stop shop’”, destacou Abdalla.
Nos últimos anos, o grupo tem investido em áreas como diagnóstico por imagem, clínicas voltadas à imunização, check-ups executivos e atenção primária à saúde. Hoje são mais de 30 clínicas de vacinação espalhadas pelo país, além da Amparo Saúde — focada na atenção primária — e da Rita Saúde, uma plataforma digital para coordenação do cuidado. Também existe o Sky Hub, que visa desenvolver soluções inovadoras para o setor.
A presidente reforçou que o intuito é assegurar que o Sabin acompanhe os pacientes durante toda sua jornada na área da saúde.
“Queremos tornar nossa participação no ecossistema de saúde cada vez maior, oferecendo um portfólio ampliado para estarmos próximos dos clientes ao longo de suas vidas”, declarou.
A tecnologia é aliada — não substituta — do cuidado humano
Ao abordar temas como inteligência artificial e digitalização, Lídia enfatiza que inovação deve complementar e não substituir o contato humano no atendimento.
Ela explica que as ferramentas digitais têm sido utilizadas principalmente para otimizar processos administrativos e melhorar produtividade e segurança das informações.
“A tecnologia é uma ferramenta. No início e no fim estão sempre as pessoas”, afirma Abdalla.
Na visão da executiva, essa abordagem permite às equipes dedicar menos tempo a tarefas burocráticas e mais atenção ao relacionamento com os pacientes.
“O avanço tecnológico nos possibilita direcionar o melhor das nossas equipes ao atendimento ao paciente ao reduzir tarefas repetitivas”, complementou.
Além disso, ela destacou como as inovações tecnológicas têm potencializado a capacidade de diagnosticar doenças precocemente por meio de exames de imagem e testes moleculares.
Prevenção é chave para o futuro
Para Lídia Abdalla, o envelhecimento da população brasileira será um fator determinante nas transformações do setor saúde nas próximas décadas.
Ela acredita que aspectos como medicina personalizada e diagnóstico precoce se tornarão cada vez mais relevantes, influenciando tanto as atitudes das pessoas quanto as práticas das empresas nessa área.
“Nos últimos anos temos trabalhado para adicionar mais anos à vida das pessoas. Agora precisamos focar em proporcionar mais qualidade nesses anos já vividos”, afirmou.
De acordo com a executiva, a medicina diagnóstica assumirá um papel ainda mais estratégico nesse novo cenário.
“Novos testes genéticos e métodos avançados de diagnóstico por imagem permitem detectar doenças precocemente. Isso capacita médicos a atuarem preventivamente e melhora significativamente a qualidade de vida da população”, ressaltou.
Na visão dela, a pandemia acelerou mudanças já previstas no setor; agora os brasileiros estão adotando um papel ativo em cuidar da própria saúde. Temas como prevenção e qualidade de vida tornaram-se preocupações constantes na rotina crescente da população.
Para se adequar a esse novo perfil dos pacientes, o Grupo Sabin foca na ampliação de sua atuação sem abrir mão do atendimento humanizado — característica fundamental definida por Lídia Abdalla. A estratégia contempla investimentos em inovação tecnológica junto à capacitação das equipes e agilidade nos resultados entregues aos pacientes visando combinar tecnologia com qualidade no cuidado oferecido às pessoas.
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