Brasil

União Europeia planeja reativar importações de aves e mel brasileiros

Balcão da Notícia · 18/10/2026

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O ministro da Agricultura, André de Paula, expressou otimismo quanto à reabertura das exportações brasileiras após uma auditoria da União Europeia ter aprovado os controles sanitários do país.

A expectativa é que a UE avance na liberação das vendas de carne de aves e mel. Essa posição foi divulgada pelo ministro após a auditoria europeia ter considerado adequados os padrões sanitários implementados pelo Brasil.

Nos dias 20 e 21 de outubro, o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, conhecido como Scopaff, irá se reunir para discutir o relatório da auditoria realizada.

Segundo o ministro, ainda restam algumas etapas administrativas a serem cumpridas antes da retomada das exportações. Contudo, a avaliação técnica positiva não garante automaticamente a autorização para reiniciar as vendas.

Motivos da suspensão das vendas

No mês de setembro, a União Europeia suspendeu a importação de diversos produtos de origem animal do Brasil devido ao não cumprimento das exigências referentes ao uso de antimicrobianos na produção.

Embora esses compostos sejam utilizados no tratamento de doenças, o bloco europeu proíbe certos usos que visam aumentar o crescimento ou a produtividade dos animais.

Técnicos da UE realizaram uma auditoria entre 24 de agosto e 4 de setembro para avaliar as condições brasileiras, visitando estabelecimentos e órgãos responsáveis pela fiscalização.

O relatório divulgado em 28 de setembro constatou que os procedimentos legais e os controles oficiais brasileiros atendem às exigências necessárias para as cadeias produtivas de aves e mel.

Implicações da reabertura

A volta ao mercado europeu pode proporcionar aos produtores brasileiros acesso a um importante segmento internacional, expandindo as oportunidades para frigoríficos, exportadores e apicultores.

No setor avícola, a possibilidade de retomar as vendas para clientes europeus pode auxiliar na diversificação dos destinos da produção. Para os produtores de mel, essa reabertura representa uma nova opção comercial.

No entanto, o impacto econômico dependerá da decisão final dos europeus, das condições estabelecidas para a retomada e da efetivação de novos contratos comerciais.

E quanto às outras carnes?

A avaliação positiva realizada pela auditoria não implica na liberação imediata das exportações de carne bovina, suína ou pescados, nem de outros produtos afetados pelas restrições existentes.

Cada cadeia produtiva poderá exigir avaliações e processos específicos. Portanto, os resultados favoráveis para aves e mel não devem ser vistos como uma autorização geral para todas as exportações brasileiras no setor animal destinadas à União Europeia.

A reunião agendada para a próxima semana será crucial para esclarecer os próximos passos, mas a efetiva retomada dependerá da formalização das medidas por parte das autoridades europeias.