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Os projetos do extinto Programa de Zonas Especiais de Interesse Social (ProZeis), que foram apresentados na Câmara Municipal de Maringá entre os anos de 2025 e 2026, permanecerão sob avaliação nos próximos meses. A previsão é que não haja votação para estes projetos ainda neste ano. Essa declaração foi feita pelo vereador Luiz Neto, que ocupa a liderança do Governo e também é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele solicitou vistas das propostas e enfatizou a importância de uma análise técnica detalhada antes da tomada de decisão.
Para complementar o pedido de vistas na CCJ, foi criada uma comissão especial com o intuito de examinar os impactos urbanísticos das referidas propostas. O grupo será liderado pelo vereador Odair Fogueteiro, enquanto o vereador William Gentil atuará como relator.
Conforme Luiz Neto, a escolha por uma análise mais aprofundada foi previamente comunicada ao Poder Executivo antes que o processo seguisse adiante.
O parlamentar mencionou que os projetos em discussão pertencem ao modelo anterior do ProZeis, enquanto a Prefeitura está desenvolvendo uma nova iniciativa chamada Maringá Sustentável. Ele explicou que essa proposta atual busca estabelecer critérios mais rigorosos para a realização de novos empreendimentos, priorizando o planejamento urbano e as contrapartidas para as comunidades envolvidas.
Luiz Neto expressou seu apoio ao crescimento do setor da construção civil, mas ressaltou a necessidade de que esse desenvolvimento seja acompanhado pela expansão da infraestrutura pública.
“Não faz sentido permitir altos níveis de adensamento em áreas que já estão no limite em relação à saúde, trânsito, educação e outros serviços públicos”, afirmou o vereador.
Ele citou como exemplo a situação no Jardim Alvorada III, onde o crescimento imobiliário observado nos últimos anos não foi seguido pela ampliação dos serviços públicos. O vereador destacou que a Unidade Básica de Saúde (UBS) local opera quase no seu limite máximo e não possui espaço disponível para expansão.
Luiz Neto também declarou que a Câmara tem a possibilidade de rejeitar propostas que, em sua análise, não tragam benefícios reais para a população ou que não incluam um planejamento urbano adequado.
Com o pedido de vistas na CCJ e a criação da comissão especial, espera-se que as discussões sobre os projetos se prolonguem pelos próximos meses, o que poderá postergar a votação para o ano de 2027.
O post Projetos do antigo ProZeis devem permanecer em análise na Câmara de Maringá e podem ficar para 2027 apareceu primeiro em Maringá Post.
