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A segurança do paciente na Santa Casa de Maringá tem sido uma prioridade cada vez maior nas últimas décadas. Em uma entrevista, o superintendente José Pereira explicou como o hospital implementou um sistema de qualidade abrangente, desde a padronização clínica até a manutenção criteriosa de equipamentos, levando a certificações reconhecidas nacionalmente. Isso resultou em práticas focadas na redução de riscos, incluindo a prevenção de infecções hospitalares, que costumam gerar preocupação entre pacientes e seus familiares.
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De acordo com Pereira, o caminho da Santa Casa nesse sentido teve início em 2011, com a busca pela Acreditação da ONA (Organização Nacional de Acreditação), que estabelece padrões e protocolos de segurança em todas as áreas de atendimento. Após conquistar o nível ONA 1 em 2015, o hospital evoluiu e, em 2021, alcançou a Acreditação Plena.
“Para obter essa certificação, é fundamental demonstrar na prática a implementação de protocolos de segurança em todos os setores, desde o pronto atendimento até o centro cirúrgico, seguindo padrões rigorosos”, afirmou. Ele ressaltou que a manutenção desse nível de excelência é um desafio contínuo, com avaliações a cada oito meses.
Protocolos que reduzem riscos e apoiam os profissionais
Pereira enfatizou que a padronização não prejudica a autonomia dos médicos, mas oferece segurança tanto aos pacientes quanto aos profissionais de saúde. Ele mencionou como exemplo os atendimentos de emergência, onde existem protocolos específicos para casos como AVC, determinando procedimentos a serem seguidos e garantindo eficiência e redução de erros.
No centro cirúrgico, os procedimentos também seguem checklists detalhados, incluindo a correta identificação do paciente, confirmação do local da cirurgia e verificação de materiais, tudo com o objetivo de minimizar falhas e garantir a segurança do paciente.
Equipamentos calibrados e engenharia clínica ativa
Outro ponto abordado foi o papel crucial da engenharia clínica, responsável pelo controle e manutenção dos equipamentos hospitalares. Desde estetoscópios até máquinas complexas como ressonância magnética, todos os equipamentos são catalogados, monitorados e passam por manutenções preventivas para garantir sua pronto uso.
“Ter equipamentos modernos não é suficiente, é essencial que estejam calibrados e em plenas condições de funcionamento o tempo todo”, explicou Pereira. As auditorias da ONA verificam essa rastreabilidade, exigindo histórico de manutenção, plano preventivo e validação técnica para cada equipamento.
Ele destacou que essa organização reduz riscos, agiliza o atendimento e evita interrupções não programadas, permitindo que as equipes trabalhem com segurança.
Infecção hospitalar: transparência, prevenção e protocolos bem definidos
A questão da infecção hospitalar, um ponto sensível em qualquer instituição de saúde, foi abordada com transparência pelo superintendente. Ele ressaltou a existência desse problema em qualquer hospital, mas destacou a importância de como a instituição enfrenta a questão.
A Santa Casa possui um Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, com profissionais dedicados a monitorar casos, orientar equipes e implementar medidas preventivas. Isso inclui protocolos de isolamento, investigação rápida de bactérias, monitoramento de pacientes e educação contínua das equipes.
“Temos uma abordagem técnica e madura. Como ambiente hospitalar, lidamos com pacientes já infectados e é essencial impedir a propagação. Isso envolve um processo complexo, porém extremamente sério”, destacou Pereira. Ele ressaltou o compromisso da instituição com a transparência e o cumprimento de parâmetros rigorosos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
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O post Como a Santa Casa garante segurança ao paciente: certificações, protocolos e transparência sobre infecção hospitalar apareceu primeiro em Maringa Póst – Independente, sempre..
