Julio Iglesias enfrenta acusações graves de duas ex-funcionárias: violência sexual e tráfico humano

Duas ex-funcionárias fizeram acusações sérias contra o cantor Julio Iglesias, alegando agressão sexual e tráfico humano.

Essas denúncias vieram à tona após uma investigação de três anos realizada pela Univision Noticias e elDiario.es, que ouviram e coletaram depoimentos de 15 ex-funcionários do artista.

As mulheres afirmam terem sido vítimas de “toques inadequados, insultos e humilhação” durante o tempo em que trabalharam para o cantor, situando os incidentes em torno de 2021.

Uma das supostas vítimas, conhecida como “Rebecca” para proteger sua identidade, relata ter sido chamada ao quarto de Julio, então com 77 anos, após o expediente, e ter sido tocada de forma inadequada sem seu consentimento. Ela também menciona que isso ocorria na presença de outra funcionária e a fazia sentir-se “como uma escrava”.

A segunda mulher, chamada de “Laura”, afirma que foi beijada na boca e tocada pelo cantor sem permissão. Ambas descrevem um ambiente de constante controle e assédio, acusando Julio de normalizar o abuso.

Segundo o elDiario.es, relatos de ex-integrantes da equipe mencionam isolamento, conflitos trabalhistas, uma estrutura hierárquica rígida e um ambiente tenso associado à personalidade do artista.

A testemunha citada por Rebecca negou as alegações e expressou sua gratidão e admiração por Julio Iglesias, descrevendo-o como humilde, generoso, cavalheiro e respeitoso com todas as mulheres.

A presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, defendeu Julio Iglesias, enfatizando a importância de não desacreditar artistas, especialmente alguém tão reconhecido como ele.

A ministra do Trabalho da Espanha, Yolanda Díaz, classificou as acusações como perturbadoras e destacou a gravidade das agressões sexuais e da situação de escravidão descritas nos relatos.

By Balcão da Notícia

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