Polícia procura em esgoto de condomínio no Rio arma usada na morte de Marielle e Anderson

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Foram inspecionadas 27 cisternas, mas arma não foi achada; houve apreensão de munições, carregador de pistola e carro de luxo para verificação. Crime completa 700 dias nesta quarta.

Mergulhador entra em bueiro de condomínio para tentar encontrar armas usadas na morte de Marielle — Foto: Reprodução
Mergulhador entra em bueiro de condomínio para tentar encontrar armas usadas na morte de Marielle — Foto: Reprodução

Policiais e agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro vasculharam, na manhã desta quarta-feira (12), o sistema de esgoto de um condomínio no Anil, Zona Oeste do Rio, em busca da arma utilizada no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O crime foi cometido em 14 março de 2018 e está completando 700 dias.

A ação desta quarta foi realizada por homens da Divisão de Homicídios da Capital, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com a unidade, mergulhadores da Core inspecionaram 27 cisternas do local, mas a arma não foi encontrada.

Durante a ação, os policias apreenderam munições, carregador de pistola e um carro de luxo para verificação. Foi instaurado um procedimento para apurar que é o dono do material. O carro será periciado.

Polícia faz operação em condomínio para achar armas usadas na morte de Marielle
Polícia faz operação em condomínio para achar armas usadas na morte de Marielle

Na primeira fase da investigação sobre o caso, foram presos o ex-PM Élcio de Queiroz, que havia sido expulso da corporação, e o policial reformado Ronnie Lessa. O primeiro é acusado de ter dirigido o veículo usado no crime, e o segundo é acusado de ter efetuado os disparos contra Marielle e Anderson.

Marielle Franco, em foto de fevereiro de 2018 — Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo
Marielle Franco, em foto de fevereiro de 2018 — Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro/AFP/Arquivo

Em outubro do ano passado, a polícia prendeu Josinaldo Freitas, suspeito de embaraçar as investigações ao jogar armas no mar. Ele chegou a pedir um salvo conduto à Justiça meses antes de ser preso.

O pedido de Josinaldo foi negado em agosto pelo Tribunal de Justiça do Rio e incluía uma cópia do mandado de intimação para que, naquela época, ele prestasse depoimento na Divisão de Homicídios.

O material descartado pertencia a Ronnie Lessa, quem as investigações apontam como autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson. A polícia investiga se a arma usada no atentado foi descartada.

Marinha fez buscas no mar

Em julho do ano passado, a Polícia Civil do RJ chegou a pedir ajuda da Marinha para buscar no mar a arma do crime. Um sonar chegou a detectar nove objetos no fundo do mar em um local próximo às Ilhas Tijucas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Mergulhadores fizeram buscas no local perto da área onde um amigo de Ronnie Lessa jogou caixas com fuzis e outras armas, segundo uma testemunha. A polícia queria saber se, entre os objetos que teriam sido jogados no mar, estava a arma utilizada no crime, uma submetralhadora MP5.

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