MEC cancela viagem de olavistas para Paris em novo episódio da crise na educação

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Comitiva de três assessores ligados a Olavo de Carvalho iria para a capital francesa em viagem bancada pelo governo

BRASÍLIA – O Ministério da Educação (MEC) cancelou a viagem a Paris de três assessores ligados ao escritor Olavo de Carvalho. O Estado divulgou na edição desta terça-feira, 2, que uma decisão anterior do MEC de bancar os custos de passagens e diárias da equipe, entre os dias 6 e 14 deste mês na capital francesa, causou incômodo no governo.

Ministério da Educação cancelou a viagem a Paris de três assessores
Ministério da Educação cancelou a viagem a Paris de três assessoresFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado / Estadão

Em despacho publicado nesta quarta-feira, 3, no Diário Oficial, o MEC tornou sem efeito autorização o deslocamento da comitiva integrada por Bruna Luiza Becker, assessora especial, Mariana Nascimento Santos, chefe interina da Assessoria Internacional da pasta, e Murilo Rezende Ferreira, assessor do gabinete do ministro Vélez Rodríguez .

O grupo visitaria as instalações da Casa França – Brasil, participaria de reunião com a delegação brasileira junto à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e de uma sessão do Education Policy Committee (EDPC).

O despacho cancelando a viagem foi assinado por Ricardo Machado Vieira, secretário-executivo do MEC, segundo posto na hierarquia da pasta. Tenente-brigadeiro, ele assumiu o cargo na semana passada, em meio à disputa entre militares e “olavistas” por influência e espaço na estrutura da pasta.

No momento, o ministro Vélez Rodrigues tenta se segurar no comando do MEC. Desde que assumiu em janeiro, ele fez mais de 15 exonerações para acabar com a disputa interna no ministério. Vélez Rodríguez, no entanto, não tem conseguido preencher essas vagas, o que tem causado paralisia em setores estratégicos da pasta.

No Palácio do Planalto, o grupo de ministros próximo ao presidente Jair Bolsonaro prevê que Vélez Rodríguez deixe o cargo mais à frente, quando o clima entre militares e “olavistas” esfriar na pasta e o governo encontrar um substituto. Bolsonaro busca um nome que não desagrade especialmente à bancada evangélica.

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