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Marcelo Rubens Paiva discute a intersecção entre literatura e democracia na Flim

Balcão da Notícia · 18/10/2026

Tempo de leitura: 2 min

Na sexta-feira, dia 16, o escritor Marcelo Rubens Paiva participou de um diálogo com o público durante a Festa Literária Internacional de Maringá (Flim). O encontro ocorreu no pátio do estacionamento do estádio Willie Davids, dentro do espaço do Circo Literário. Apesar de todas as cadeiras estarem ocupadas, os presentes conseguiram acompanhar a discussão por mais de uma hora.

Marcelo Rubens Paiva é conhecido por suas obras literárias e teatrais, incluindo títulos como “Feliz Ano Velho” e “Ainda Estou Aqui”. A conversa foi mediada pelo sociólogo Victor Simião e se destacou por seu tom leve, divertido e otimista em relação ao futuro. Durante o bate-papo, Paiva abordou sua trajetória política e incentivou os jovens a se envolverem ativamente na luta por mudanças.

O público presente era bastante variado, mas notou-se a predominância de duas faixas etárias. Um grupo era composto por pessoas nascidas entre as décadas de 1960 e 1980, que vivenciaram o lançamento de “Feliz Ano Velho” e seu sucesso nas décadas seguintes.

Por outro lado, também havia muitos jovens que possivelmente conheceram o autor por meio da adaptação cinematográfica “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional. No evento, era comum ver participantes segurando exemplares do livro ou pôsteres do filme premiado.

Eunice como protagonista

Durante a conversa, Paiva discutiu as motivações que impulsionaram seus dois principais lançamentos. Seu primeiro livro, “Feliz Ano Velho”, é uma autobiografia escrita após o acidente que resultou em sua tetraplegia. O autor explicou que desejava compartilhar sua história sob sua própria perspectiva, refletindo sobre a juventude nos anos 90 e seu recomeço.

Por outro lado, “Ainda Estou Aqui” surgiu em 2014, quando novas informações sobre a ditadura militar no Brasil começaram a emergir. Ao se aprofundar na história da família e especialmente na vida de sua mãe, Paiva decidiu recontar sua narrativa sob essa nova ótica:

Após a conversa com o autor, foram distribuídas cem senhas “aleatórias” para fotos e autógrafos. Contudo, muitos outros fãs que não foram selecionados continuaram na fila até por volta das dez horas da noite para obter uma assinatura de Paiva em seus livros. A maioria teve sucesso nessa empreitada.

A Flim vai até domingo (18), na Travessa Jorge Amado, oferecendo uma programação gratuita e acessível ao público.

 

A matéria sobre Marcelo Rubens Paiva na Flim foi publicada originalmente no Maringá Post.