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Nesta quarta-feira (28), a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Maringá protocolou um pedido junto ao Ministério Público para investigar possíveis ameaças dirigidas a professores por alunos de uma escola particular local. Essa solicitação surgiu após o aumento das discussões sobre o tema na segunda-feira (26), logo após o encerramento do segundo turno das eleições presidenciais.
Mensagens vazadas de um grupo privado no aplicativo Whatsapp, onde alunos da instituição expressavam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), mencionavam nomes de professores acusados de apoiar o partido rival, incitando agressões e até ameaças envolvendo ‘bombas’ em banheiros da escola.
A situação ganhou notoriedade quando a imprensa local divulgou essas mensagens atribuídas aos estudantes. O conteúdo revelava não apenas ameaças contra os docentes, mas também manifestações de intolerância política e comentários homofóbicos, exigindo que as autoridades esclareçam a autoria e as circunstâncias relacionadas ao caso.
No documento enviado ao Ministério Público, a Comissão pede que sejam tomadas as medidas necessárias para investigar as mensagens, com foco especial nas ameaças direcionadas aos professores em virtude de suas convicções políticas. Além disso, solicita uma análise dos riscos à segurança da comunidade escolar e, se necessário, a implementação de ações preventivas para salvaguardar alunos, docentes e funcionários.
A representação destaca que a liberdade de expressão e a manifestação de opiniões políticas são direitos garantidos pela Constituição, mas ressalta que essas liberdades não se estendem a atos de ameaça, intimidação ou discriminação, que devem ser devidamente investigados.
<p Em resposta ao ocorrido, a escola divulgou uma nota em suas redes sociais afirmando que tomou providências imediatas assim que tomou conhecimento do caso, conforme estipulado pelo regimento interno. A instituição assegurou ter identificado os alunos envolvidos, realizado diálogos com eles e convocado reuniões com os responsáveis para aplicar as "medidas pedagógicas e disciplinares adequadas". No mesmo comunicado, o Colégio mencionou ter "avaliado a situação minuciosamente" e "não ter encontrado risco" à integridade física dos alunos e educadores.
O post sobre o envio do pedido ao Ministério Público para investigar as ameaças contra professores em colégio particular em Maringá foi publicado inicialmente no Maringá Post.


