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No Brasil, a devoção ao futebol pode inspirar verdadeiras jornadas de dedicação. Um exemplo notável desse amor pelo esporte é encontrado em Maringá, onde um colecionador possui um impressionante acervo de quase 4 mil camisetas oficiais de clubes e seleções. O responsável por essa coleção, admirada por muitos entusiastas do futebol, é o empresário Andy Guinoza, que tem 50 anos.
Em uma conversa com o Maringá Post, Guinoza, também educador físico e atleta, compartilhou sua conexão com as camisetas que preenchem sua casa, ocupando araras e gavetas. Para ele, examinar cada uma das peças se torna um momento de “terapia”.
“Costumo brincar com meus amigos que, quando estou estressado ou irritado, vou até meu quarto e abro as gavetas para observar as camisetas cuidadosamente dobradas. Vou analisando uma a uma; esse é o meu momento, minha forma de terapia”, relatou.
Flamenguista fervoroso, Guinoza iniciou sua coleção durante a adolescência no final dos anos 1980. Naquela época, a internet não existia e as lojas especializadas em camisetas não estavam presentes em Maringá. Para completar sua coleção, dependia das viagens de amigos e familiares aos grandes centros urbanos. Em algumas situações, fazia compras através de reembolso postal, onde as lojas enviavam os itens pelos correios e ele pagava na entrega.
“Era uma época bem distinta. Meu interesse começou quando era jovem; meu pai possuía aquelas antigas camisas de tricô com apenas o escudo do time, geralmente dos clubes do eixo Rio-São Paulo. Naquele tempo, não havia lojas especializadas em Maringá. Somente a partir dos anos 1990 surgiram as primeiras lojas na cidade, foi quando comecei a adquirir mais camisetas. Com o tempo, fiz amizades e conheci ex-atletas que trocavam comigo e outros colecionadores; daí não parei mais”, recorda Andy.
A coleção inclui itens raros como uma camiseta autografada do Santos com a assinatura de Pelé e outra do Flamengo com a marca de Zico. Apesar das diversas propostas que recebeu ao longo dos anos para vender algumas dessas peças históricas, ele sempre optou por mantê-las.
“Aparecem frequentemente pessoas interessadas em comprar minhas camisetas, mas eu não vendo nada; pelo contrário, continuo adquirindo mais (risos). Meu filho tem 16 anos e brinco que ele terá que continuar essa tradição (risos). Sempre que meus amigos viajam para outras cidades, eles me ligam perguntando se tenho camisetas do time local. Quando não tenho, eles trazem algo para mim”, explicou.
Dentre os itens que ainda deseja adicionar à sua coleção está uma camiseta oficial do goleiro Vozinha da seleção de Cabo Verde, que se destacou na Copa de 2026. “Estou à procura dessa peça; ainda não encontrei nenhuma oficial até agora; já apareceram versões tailandesas, mas quero algo autêntico. Uma hora eu consigo”, concluiu.
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