Outras quatro denúncias ainda estão sendo apuradas. Cozinheiro já foi denunciado pelo assassinato da funcionária do MEC Letícia Sousa.

O delegado Veleuziano de Castro Salgado é responsável pelos inquéritos que envolve Marinésio Olinto — Foto: Afonso Ferreira/G1
O delegado Veleuziano de Castro Salgado é responsável pelos inquéritos que envolve Marinésio Olinto — Foto: Afonso Ferreira/G1

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou o cozinheiro Marinésio Olinto, de 41 anos, em sete inquéritos que apuravam crimes contra mulheres na capital.

Segundo a corporação, há indícios suficientes para concluir que o homem – chamado de “maníaco em série” por investigadores – atacou pelo menos oito vítimas. Outras quatro acusações ainda estão sob apuração da Polícia Civil (entenda abaixo).

Os inquéritos foram enviados ao Ministério Público do DF, que vai decidir se apresenta denúncia contra o suspeito. Na quarta (18), Marinésio foi denunciado pelo assassinato da funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos.

Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação
Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

Ele também confessou o homicídio da empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47 anos.

Os sete inquéritos concluídos envolvem oito mulheres que teriam sido atacadas por Marinésio (veja lista abaixo):

  1. Assassinato da advogada Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos.
  2. Abuso sexual contra duas irmãs, de 18 e 21 anos. Elas usaram uma barra de ferro para conseguir fugir do carro.
  3. Em 2015, uma mulher de 25 anos, que foi abordada próximo ao Hospital Regional de Planaltina. De acordo com os investigadores, o cozinheiro tentou esganar a vítima, mas ela consegui fugir. De acordo com a polícia, o carro do irmão do suspeito foi usando no crime.
  4. Uma mulher de 39 anos. A vítima teria sido atacada entre 2013 e 2014. Em depoimento, ela contou que foi abordada em Sobradinho. O cozinheiro a levou ao Polo de Cinema de Sobradinho, mas a mulher conseguiu descer do carro e fugir.
  5. Uma jovem que à época tinha 19 anos contou ter sido abordada em 2017, no Vale do Amanhecer. Segundo os investigadores, o carro usado no crime foi um veículo preto, do irmão de Marinésio.
  6. Abuso sexual contra uma jovem de 23 anos. Ela pulou do carro em movimento para evitar ser estuprada.
  7. Uma mulher de 50 anos que foi abordada perto da região rural do Vale do Amanhecer.

Casos em aberto

A 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) investiga ainda outros dois casos. Um deles envolve uma adolescente de 15 anos. Segundo a polícia, Marinésio era vizinho da jovem. As duas famílias moravam a cerca de 800 metros, em uma rua do Vale do Amanhecer.

O segundo caso ainda em apuração é de uma mulher que diz ter sido vítima do cozinheiro. Outras duas ocorrência foram arquivadas devido a ausência de indícios suficientes de ligação com Marinésio Olinto.

A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) também investiga suspeitas que envolvem Marinésio. Há duas ocorrências sendo apuradas na unidade.

Marinésio dos Santos Olinto, autor confesso de dois assassinatos — Foto: TV Globo/Reprodução
Marinésio dos Santos Olinto, autor confesso de dois assassinatos — Foto: TV Globo/Reprodução

Acusações

O criminoso acumula acusações. São elas:

  • Cinco tentativas de estupro;
  • Três estupros consumados;
  • Uma tentativa de homicídio;
  • Um homicídio quintuplamente qualificado;
  • Feminicídio por motivo torpe e meio cruel;
  • Dissimulação
  • Crime praticado para assegurar a impunidade de outro crime; e
  • Furto ocultação de cadáver

Segundo o delegado Valuziano de Castro, da 31ª DP, se somadas, as penas de Marinésio podem chegar a até 100 anos de prisão.

Denúncia

Nesta quarta-feira (17), o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) denunciou o cozinheiro Marinésio Olinto pelo assassinato da advogada Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos. A denúncia encaminhada à Justiça qualifica o caso como feminicídio.

Advogada Letícia Sousa Curado Melo está desaparecida desde sexta-feira — Foto: TV Globo/Reprodução
Advogada Letícia Sousa Curado Melo está desaparecida desde sexta-feira — Foto: TV Globo/Reprodução

Questionado pelo G1, o Tribunal de Justiça do DF informou nesta quinta-feira (19), que “a denúncia do MP foi encaminhada à Vara do Tribunal do Júri de Planaltina e está sendo apreciada pelo juiz, ainda sem decisão”.

Apenas após denúncia aceita pela Justiça é que Marinésio se torna réu. Criminoso confesso, ele segue preso temporariamente. O processo pode ser analisado a qualquer momento.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui