Gilberto Gonçalves volta a ser acusado por crime de responsabilidade

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Prefeito de Rio Largo, Gilberto Gon?alves é acuado por mais um crime de responsabilidade

A empresa que presta serviço de recolhimento do lixo na cidade do Rio Largo, Conserg Empreendimentos e Serviços Ambientais, denuncia atraso de cinco meses no pagamento mensal do contato por parte do município e diz que o prefeito da localidade, Gilberto Gonçalves (PP), tem assediado os empregados da empresa para que façam o serviço de forma irregular e, com isso, acusam o gestor por crime de responsabilidade. Há pedido para que o Ministério Público Estadual (MPE/AL), Ministério Público do Trabalho e a Câmara Municipal de Vereadores apurem a situação.

“Solicitamos providências dos Ministérios Públicos Estadual, do Trabalho e da Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Rio Largo. A empresa, por respeito aos seus funcionários, parceiros, fornecedores e população, assim se manifesta. Aguardando que o bom senso e a razoabilidade retornem à gestão do município de Rio Largo”, declarou a direção da Conserg, após publicação de nota lançada neste último sábado (16).

Após encontro com os funcionários, a empresa reforçou que a prefeitura vem assediando os funcionários para trabalharem em condição precária nos veículos da prefeitura adquiridos junto à Codevasf. “Sem observar a necessidade de treinamento para estes veículos, sem o conhecimento das rotas e planos de coletas, sem EPIs [equipamentos de proteção individual], expostos a riscos de acidente e sem cobertura alguma, pois não estarão a serviço da Conserg e sequer receberão pagamento por este trabalho direto com a prefeitura”, pontuou, assegurando que, por diversos meses, manteve o pagamento e benefícios como vale-refeição aos funcionários, mesmo sem receber em dia da prefeitura.

Além do assédio aos funcionários, a Conserg afirmou que o prefeito Gilberto Gonçalves estaria utilizando os equipamentos doados pela empresa Codevasf e teria colocado adesivos cobrindo a logomarca da doadora “como se foram comprados pela prefeitura, o que não condiz com a verdade, e usa esses compactadores para dar calote nos fornecedores de serviços ao município de Rio Largo, compactadores que foram doados pela Codevasf para ajudar na coleta do lixo e não para que o prefeito incorra em crime de improbidade”. O contrato da Conserg com o município prossegue até setembro de 2020 e atua com mais de 70 funcionários, a maioria moradores de Rio Largo, segundo asseguraram.

“Com essa atitude irresponsável do Prefeito de Rio Largo, perdem os empresários, que não recebem pelos serviços prestados; os funcionários, que ficam sem salários, e os munícipes, que pagam seus impostos e ficam com a cidade coberta de lixo, sem falar no prejuízo ao comércio que tem mais de 70 funcionários sem poder de compra. A empresa considera que a prefeitura tem o direito de realizar a coleta, mas precisa honrar com o contrato e os pagamentos pendentes. Saldar suas dívidas para depois rescindir o contrato”, acrescentou a empresa por meio de nota. 

“Na contramão de condutas que priorizem a boa-fé e o interesse público, a prefeitura vem realizando pagamentos a ‘conta-gotas’, em total desrespeito às leis que tratam da contabilidade e finanças pública, os quais são insuficientes para pagamentos das grandes despesas com pessoal, manutenção e combustíveis. Não bastasse isso, a Prefeitura divulgou informações de que está em dia com o pagamento de suas obrigações e que o problema é da empresa, criando mais caos no ambiente, e no município. Atentando contra a empresa e sua reputação. Já fizemos reiteradas cobranças, inclusive explicando e alertando a situação ao Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho, Câmara de Vereadores (que inclusive deve tomar providencias imediatas) e a própria prefeitura municipal”, completou a empresa.

Essa não é a primeira vez que o prefeito Gilberto Gonçalves é acusado de cometer crimes de responsabilidade na prefeitura do município. No último mês de julho, o prefeito chegou a ter o mandato cassado na Câmara de Vereadores, por 10 votos a 1, após a realização de duas comissões processantes por uso da máquina pública para fins particulares. O gestor recorreu da decisão no Tribunal de Justiça e, por meio de liminar, teve o mandato de volta até que o caso seja julgado na Justiça.

A reportagem da Gazeta entrou em contato com a prefeitura por meio de e-mail e pelo telefone indicado no site do município, para obter respostas sobre a questão com a empresa que recolhe o lixo na localidade, mas até agora não obteve êxito nas respostas.

A situação tem mexido com moradores de Rio Largo, que se veem diante de lixo espalhado pela cidade, devido aos problemas no recolhimento e, inclusive, já gerou discussões sobre o tema em redes sociais. No Instagram, ao rebater comentários, o internauta Plínio Costa sugeriu como solução jogar o lixo na porta da prefeitura. “É simples, joguem o lixo na frente da prefeitura”, publicou, enquanto que Silas David reforçou com “pega um carro de mão e joga o lixo na frente da prefeitura”.

Já Gildo Araújo declarou: “Coitada da população de Rio Largo que sofre com falta de incompetência dos gestores dessa cidade, que todo ano passa por algum escândalo público”.

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