Abdon Murad Júnior conta sobre os tipos de câncer que atingem as pessoas obesas

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Bom, a obesidade nada mais é do que o excesso de gordura pelo corpo. Mas uma coisa que muitos não sabem, é que ela é prejudicial para saúde e pode resultar em inúmeras outras doenças.

“A definição da obesidade é nada menos que uma doença por excesso de gordura podendo desencadear outras doenças.” Conta o Dr. Abdon Murad Júnior. Pode ser realizada para a constatação da obesidade de acordo com o índice de massa corpórea (IMC).

Pode ser calculado através do peso dividido pela altura ao quadrado e classificada da seguinte maneira:

IMC entre 25,0 e 29,9 Kg/m2: sobrepeso

IMC entre 30,0 e 34,9 Kg/m2: obesidade grau I

IMC entre 35,0 e 39,9 Kg/m2: obesidade grau II

IMC maior do que 40,0 Kg/m2: obesidade grau III

A obesidade é considerada uma pandemia, devido ao aumento importante de sua prevalência ao longo dos últimos anos.
Como saber se uma pessoa é ou não obesa de fato?

Para calcular o IMC de uma pessoa basta dividir seu peso por sua altura ao quadrado. Dessa forma é possível individualizar o cálculo, já que apenas o peso não é suficiente para indicar se alguém está ou não com acúmulo de gordura corporal.

Obesidade de classe III ou Mórbida

Quanto maior o IMC (Índice de Massa Corporal), maior o risco de ter um tumor, segundo pesquisadores.

Uma equipe de pesquisadores identificou oito tipos de câncer relacionados ao excesso de peso e obesidade: estômago, fígado, vesícula, pâncreas, ovário, meningioma (tipo de tumor cerebral), tireoide e mieloma múltiplo (câncer que afeta um subtipo de células da medula óssea, os plasmócitos).

De acordo com o estudo, a redução de peso no decorrer dos anos pode reduzir o risco de desenvolver a enfermidade. A pesquisa é baseada na revisão de mais de 1 mil estudos sobre excesso de peso, analisados pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer). Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine.

“A incidência de câncer devido ao excesso de peso ou obesidade é mais ampla do que se acredita atualmente.” Diz Abdon Murad Júnior.

Para os cientistas, eles dizem que há muitas razões para a obesidade e excesso de peso estarem ligados ao risco de se ter câncer: a gordura aumenta o índice de estrogênio, testosterona e insulina, promove inflamação, e esses fatores podem levar ao crescimento do tumor.

“Na maioria dos tipos de câncer listados, os pesquisadores notaram a seguinte relação: quanto maior o IMC (Índice de Massa Corporal), cresce o risco de ter um tumor.” Conta Abdon Murad Júnior.

“Homens e mulheres com excesso de peso têm chances semelhantes de desenvolver um câncer.” Conta Abdon Murad Júnior. Os resultados são válidos para todos os continentes.

Em 2002, o mesmo grupo encontrou evidências suficientes da ligação do excesso de peso com o risco de desenvolver câncer de cólon, esôfago, rim, mama e útero. No mundo, estima-se que 640 milhões de adultos e 110 milhões de crianças sejam obesas.

Estilo de vida:

Praticar exercícios pode ter um impacto na redução do risco de câncer!

Praticar exercícios pode ter um impacto na redução do risco de câncer: “Os fatores do estilo de vida, ter uma dieta saudável, manter um peso saudável e praticar exercícios, além de não fumar, podem ter um impacto significativo na redução do risco de câncer”, diz o Médico Especialista em Cirurgia Bariátrica, Abdon Murad Júnior.

“Os esforços de saúde pública para combater o câncer devem se concentrar nisso.” “Perder peso é difícil para muitas pessoas”, acrescentou. “No lugar de ficar desanimado e desistir, aqueles que lutam para emagrecer poderiam se concentrar em evitar ainda mais ganho de peso.”

“Em primeiro lugar, se tivesse um caminho fácil — ou até mesmo um meio fácil — nós teríamos realizado eles até agora. Em segundo, se você tem em mente que qualquer intervenção que tentemos precisa de evidências científicas, você pode ir embora agora.

A maioria das evidências que temos é a evidência da falha; o registro de tentativas de conter a obesidade é sombrio. Quase nada funciona em longo prazo.

Nós estamos, todos nós, atirando do escuro. “As pessoas não acreditam que estão acima do peso”, diz médico sobre a obesidade. Há um par de pontos, se não brilhantes, um pouco menos nebulosos.

Eu vi dois programas em uma comunidade que mostraram algum sucesso em longo prazo quando comparados com outros locais em que nenhuma intervenção foi tentada. Uma delas foi em uma cidade fora de Boston (Shape Up Somerville) e a outra na França.

Ambas realizaram um programa entre a escola e a comunidade, que envolve crianças e pais, visando melhora na alimentação e atividade física. E as duas mostraram bons resultados. Eles oferecem uma dica que todo o especialista em obesidade com quem eu falei me disse: não existe uma solução única.

Uma abordagem multifatorial é a melhor esperança. É um ponto difícil. Individualmente, praticamente nenhuma intervenção afeta a obesidade, mas estamos especulando que, em combinação, elas podem funcionar.

Fazer dieta restritiva engorda mais do que emagrece, diz o médico. Focar no peso é focar na saúde: a questão é como podemos fazer isso de uma maneira que seja favorável, construtiva e gentil.

A resposta, eu acho, é focar no ambiente alimentar que nos cerca. Quando 2/3 de nós ser humanos não conseguem navegar pelo sistema alimentar com sucesso.

O fato de termos ganhado peso ao mesmo tempo em que o nosso ambiente alimentar mudou nos diz alguma coisa. Nos diz que a obesidade é “responsiva a condições externas”.

Nossa melhor esperança não é esperar que as pessoas vivam nesse ambiente alimentar e continuem magras. Nós temos que voltar ao antigo ambiente, para que a resposta seja dada.

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